Em muitos armários há cortinados e mantas que se guardam para um dia que nunca chega. Foram tirados de uma janela antiga, sobraram de uma mudança ou ofereceram-se numa festa. Não se usam, mas também não se deitam fora, porque parecem demasiado bons para isso. Com os anos ocupam prateleiras inteiras e ganham cheiro a fechado. Vale a pena olhar para eles com olhos novos.
Tire tudo para fora e estenda sobre a cama ou sobre uma mesa grande. Veja cada peça à luz do dia, para descobrir manchas, buracos ou cor desbotada. Cheire também os tecidos, porque o cheiro a mofo conta a sua história. Ponha de um lado o que está em boas condições e de outro o que já não vale a pena. Assim a escolha fica mais clara.
O que merece ficar
Faça a pergunta mais simples de todas: vou mesmo usar isto? Os cortinados que já não servem em nenhuma janela da casa dificilmente vão servir mais tarde. As mantas macias, pelo contrário, podem ter lugar no sofá ou no quarto de hóspedes. Escolha as que gosta de tocar e de ver. O resto pode partir sem pena.
Nem tudo tem de ser deitado fora. Um cortinado grande transforma-se em toalha de mesa, em capa para o sofá ou em tecido para almofadas. Os panos mais gastos tornam-se panos de limpeza. As mantas ainda boas podem seguir para uma associação ou para um vizinho que precise. Dar uma segunda vida ao tecido é agradável e útil.
O que ficar precisa de ser lavado e seco por completo antes de guardar. Dobre com cuidado e coloque em sacos de tecido ou caixas com tampa, que deixem o material respirar. Evite plástico fechado, pois retém a humidade. Um saquinho de lavanda entre as camadas dá um cheiro fresco. Escreva numa etiqueta o conteúdo e a divisão a que pertence.
Depois desta arrumação, o armário volta a respirar. As prateleiras ganham espaço para o que realmente se usa, e cada peça tem finalidade. Vale a pena voltar a olhar de vez em quando, para que o mesmo não se repita. Quando surgir uma peça nova, decida logo o que sai em troca. Assim, deixa de haver coisas à espera de um dia que nunca chega.